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3 de abril de 2012

Descobrindo proporções no texto "para Maria da Graça"

Um comentário de " Para Maria da Graça"

Texto fácil de se ler, de se perder na gostosura das palavras do cronista. Ao comentar trechos do livro "Alice no País das Maravilhas", vai permitindo o degustar da sabedoria do livro e da sua própria. A vida é demasiadamente simples, nós é que somos demasiadamente complexos.
Paulo, fala sobre a corrida inutil, sobre as competições desnecessárias, cujos corredores nunca chegam a lugar algum. Nos envolvemos em questões que retiram energiam e nada acrescentam.
No final é tudo sobre a vida, se trata de como a vivemos, de como encaramos as dores reais e imaginárias. Entretanto, seja como for, diz o autor: "a dor deve ter sua própria medida", sabiamente continua: " é perigoso ultrapassar a fronteira da nossa dor".
Penso nas minhas próprias dores e, espero que a sabedoria divina me alcancem, para que eu saiba dar a devida proporção que cada situação merece. Espero que essa seja a lição para Maria e para vocês que leem estas linhas.

La nueva Enciclopedia Británica

Publicado en Martes 03 de abril de 2012 | Publicado en edición impresa - La Nación

La voz "enciclopedia" designa una obra que busca reunir al conjunto de los conocimientos humanos desarrollados por las ciencias. La Enciclopedia Británica , obra que encarnó esa aspiración, apareció por primera vez en el contenido de tres volúmenes publicados entre 1768 y 1771, en Edimburgo, Escocia. En el curso de los años, l5 ediciones vieron la luz hasta hoy en que se ha anunciado que dejará de aparecer en la forma impresa en papel para asumir un modo de ser digital en Internet.
Esta transición es, en parte, consecuencia de los cambios tecnológicos unidos a la presión competitiva de Wikipedia. Podría agregarse que, en el fondo, han venido jugando los nuevos hábitos de la búsqueda de información y conocimientos de las nuevas generaciones de lectores, más inclinados a la búsqueda más breve, gratuita y accesible, que ofrece Internet, que la entrega caudalosa de un artículo de la Enciclopedia.
Lo cierto es que sus editores escoceses originales la concibieron con la ambición de que contuviese "todo el conocimiento del mundo" alojado en sus páginas, donde colaboraron a medida que creció en contenido y volúmenes un centenar de editores y más de 4000 especialistas.
Entre la 8a. y la 9a. edición, la sede de la Enciclopedia pasó a Londres. Sucesivamente, se asoció con The Times y con la Universidad de Cambridge. En 1902, dejó la cuna británica para trasladarse a Chicago, Estados Unidos, donde se instaló con nuevo dueño. El espíritu de la Enciclopedia fue siempre ideológicamente conservador, a diferencia del aire innovador de la obra francesa, precursora de la Revolución de 1789.
Siempre se preservó la lengua inglesa empleada, que no perdió tampoco la pureza de la ortografía tradicional con el traslado a América.
En el presente, ante el éxito de Wikipedia, la dirección de la Británica, que vio disminuir sus ventas, optó por reducir costos y abandonar su forma. Desarrolló en los últimos lustros versiones electrónicas en CD-Rom, DVD y en la Web.
En el récord de esta Enciclopedia se computan ediciones con 500.000 temas tratados. Nunca dejó de aspirar a ser un gran libro de consulta que proporcionaba sobresaliente material de estudio. Así, en la edición de 1974 reiteraba el afán de sistematizar todos los conocimientos humanos.
En esta época de profundas y vertiginosas transformaciones movilizadas por los prodigiosos avances de una tecnología que ha alterado el mundo de las comunicaciones, lo que acontece hoy con la Enciclopedia tal vez se observe como un episodio más, que sigue la lógica de los procesos que procuran no perder el tren de los cambios para competir mejor y estar a nivel de los tiempos.
Otro es seguramente el plano de la nostalgia de los lectores familiarizados con la Enciclopedia, que contó, entre nosotros, con un lector memorable: Jorge Luis Borges

20 de março de 2012

Por uma internet mais crítica

           Segundo a doutora em Sociologia, Maria Eduarda Rocha o uso do computador faz parte de um processo de socialização,que prepara o indíviduo para o o mercado de trabalho. O poder  público tem uma responsabilidade nesse processo.
            Em entrevista publicada no Diario de Pernambuco a doutora disse que existe uma dificuldade das políticas públicas de explorar e disseminar novas formas de tecnologia, que sejam forma de expressão humana, para tanto é preciso gerir conhecimento.
           O uso da tecnologia começa na familia, passa pela escola, chega aos meio de comunicação em massa e toca a sociedade. A tecnologia em si não produz revolução culural, portanto é na família e na escola que o indíviduo deve desenvolver a capacidade crítica.
           As populações mais pobres tem um diferente relacionamento com a tecnologia, porque estão resolvendo questões de sobrevivência imediata.

Por Maely I.

13 de março de 2012

Do bolo da minha avô ao Iphone




Minha avô, dona Iraci, nasceu e cresceu em uma fazenda no interior da Bahia. Casou-se ainda adolescente e jamais frequentou a escola. Com alguma prima aprendeu o suficiente para assinar o próprio nome em seus documentos e, escrever o nome de cada filho que começou a ter desde os 17 anos de idade. Foram 8 no total.

Ao criar os filhos, todo o tempo ela incentivou a educação formal, sem nem perceber que sua maior contribuição foi dentro de casa mesmo, educando informalmente, recitando provérbios, palavras de sabedoria e, principalmente: cozinhando.

Ela nunca leu uma receita, aprendeu tudo observando sua mãe. Para ela, a comida sempre levava a um lugar: à mesa repleta de filhos, mais tarde de netos, que aprendiam a conviver juntos à medida que compartilhavam a refeição. Ali na mesa repreendia quem não sabia esperar o outro, ensinava a dividir, a aguardar o café até o bolo esfriar. Enfim, ensinava valores, era uma educação para vida cuja tecnologia era exatamente a cozinha. Sim, cozinha também é tecnologia, não necessariamente usando a mais moderna geladeira ou batedeira.

Tendemos a entender o termo tecnologia como algo ligado a informática, a computação e a internet. Apesar do termo ser bem empregado para designar tais itens,  o termo tecnologia tem uma amplitude as vezes esquecida e ignorada por nossa geração digital.

Por tecnologia entende-se qualquer método ou técnica que o homem cria e, ou, estabelece para facilitar seu trabalho e tornar a vida mais fácil e agradável. Assim, dona Iraci sempre usou tecnologia ao bater seu bolo de fubá e, também ao sentar os filhos e os netos na mesa para transmitir-lhes valores. Dessa forma, a colher de pau era tecnologia, também o era sua própria fala ao dirigir-se a família ensinando-lhes algo. Era uma tecnologia para vida, uma tecnologia que tornou a família Andrade mais humana.

Atualmente encontro receitas no Google, diretamente do Iphone, de onde também acesso a internet para pesquisar temas referentes as matérias que estou estudando na universidade. Quase não escrevo a mão, usando o notebook, ou o telefone para registrar desde bilhetes para uma amiga aos textos que preciso escrever e que são frutos de reflexões feitas em sala de aula.

 Digno de nota é que as salas de aula estão equipadas com projetor multimídia, os professores quase não usam o quadro, as explicações já são previamente digitadas em arquivos e anexadas a um power point. Não que isso seja ruim, ao contrário, facilita a vida e a rotina de estudo. Mas, ao ingressar em um curso de Tecnologia Educacional, paro para pensar no valor e  no papel da tecnologia na vida humana; me deparo com uma tecnologia que aliena, que suprime, que amedronta. Onde estão as mentes pensantes se o Google pensa por nós? Qualquer dúvida que tenha, digite no Google é bem possível que alguém já a tenha postado antes e alguma alma caridosa já tenha feito o favor de respondê-la. Onde estão as pessoas que diante de uma dúvida, simplesmente alimentam o ser com o desvendar natural dela? O Google é a alternativa mais rápida. Aliás corremos muito, para desfrutar de avanços tecnológicos que pouco desfrutamos porque continuamos correndo. Não quero criticar o Google, do qual eu mesma sou assídua frequentadora e usuária mas, me deparo com uma questão: estamos tão conectados com a tecnologia que nos desconectamos de nós mesmos e de outros seres humanos.
Por fim, preciso dizer que a educação deve transformar, formar novas conceitos e quebrar paradigmas,  inclusive a crença atual de que tecnologia restringe-se somente ao mundo cibernético. Há muito mais a ser usado, o professor deve lembrar-se disso fazendo uso consciente de tecnologias que promovam conhecimento técnico-cientifico mas, que ao mesmo tempo promovam a vida, a interação social, que humanizem, produzindo cidadãos que mesmo portadores do novo Iphone ainda sejam capazes de oferecer um pedaço de seu pão a outro que necessite, que concomitante a isso apresentem-se diante da sociedade como profissionais capazes e sustentáveis.

Por Maely