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12 de junho de 2012

Brasil tem mais de 4 milhões de crianças e adolescentes trabalhando

Há dez anos as Nações Unidas celebram, no dia 12 de junho, o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. No Brasil, não há muitos motivos para comemorar. Nos primeiros cinco meses do ano, operações comandadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontraram 2.275 crianças e adolescentes trabalhando irregularmente. Essas pessoas são parte das 4 milhões de crianças e adolescentes que trabalham no País.
De acordo com o chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil do MTE, Luiz Henrique Lopes, a região Nordeste lidera as autuações do MTE em 2012, com 48% dos afastamentos, seguida pela região Centro-Oeste (24%), Norte (13), Sudeste (8%) e Sul (7%).
O percentual do ranking das regiões brasileiras está relacionado com a atividade econômica e com os níveis de renda e escolariadade.
De acordo com a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPeti), Isa Oliveira, a pobreza e a baixa escolaridade das famílias estão entre as principais causas do trabalho infantil no País. Segundo ela, o principal motivo para que as crianças permaneçam trabalhando é o fato de as famílias não considerarem a escola uma alternativa viável. “Principalmente na área rural, há uma grande precariedade educacional, acrescida da precariedade no transporte para que essas crianças cheguem à escola”, diz Isa. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no mundo, 59% do trabalho infantil encontra-se na zona rural.
Fonte:CartaCapital acessado em 12/06/12

5 de junho de 2012

Ensino de matemática ganha apoio da tecnologia

São Paulo - O que a matemática tem a ver com Fernando Pessoa?
"Tudo!", afirma Danielle Cavallo, de 16 anos. No ano passado, quando cursava o primeiro ano do ensino médio, ela e a colega Karen Oliveira, da Escola Lourenço Castanho, redesenharam o famoso retrato do escritor português a partir de gráficos com retas, parábolas e curvas.
O resultado do trabalho, perfeito, mostrou que o software utilizado nas aulas ajudou ambas a entender as temidas funções de primeiro e segundo graus.
Exemplo de que o uso de ferramentas além da lousa e do giz ajuda os alunos a ver sentido no que aprendem e pode ser muito útil para o ensino da disciplina campeã de rejeição entre pequenos e adultos.
 "Sempre tive dificuldade com matemática. E, se eu tivesse aprendido só no papel, teria sido monótono e muito difícil. Quando consegui desenhar o Fernando Pessoa, vi a aplicação prática daqueles números todos", conta Danielle.
Para facilitar a compreensão, vale usar imagens dos terremotos dos últimos dias na Itália para explicar logaritmos ou sair às ruas e usar os ângulos dos prédios para explicar trigonometria.
 "A frase que mais ouço e mais me deixa feliz é: 'Ah, então é isso'", diz a professora Janine Moura Campos, que executou o projeto com a colega Heloisa Hessel. "Conseguimos quebrar nove anos de resistência.
A maioria desses alunos não gostava da disciplina desde que entrou na escola", acrescenta.
Janine refere-se à tradicional aversão do brasileiro à matemática. Um hábito cultural percebido já no primeiro ano do ensino fundamental, afirma Juliana Cunha de Melo, professora há 16 anos na cidade de Franca, interior de São Paulo. "Percebo que o pai já avisa, antes de a criança ir para a escola, que matemática vai ser um problema", diz Juliana. "Daí, o menino de 7 anos já chega decidido a não gostar. Como a didática dos docentes não ajuda, logo isso se confirma." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2012

Google lança site para ensinar estudantes a melhorar pesquisas

Search Education reúne tutoriais para otimizar buscas e avaliar a credibilidade da fonte

Se você digita uma palavra no Google, em menos de um segundo o buscador vai apresentar alguns milhares de resultados que mencionam o termo. Alguns deles, de fato, podem ajudar muito na sua busca; outros, nem tanto. Para ensinar estudantes e professores a separar o joio do trigo e ajudá-los a fazer pesquisas mais qualificadas, o Google lançou, este mês, o site Search Education (www.google.com/insidesearch/searcheducation).
Ainda completamente em inglês, o site é voltado a professores interessados em ensinar estratégias de pesquisa a seus alunos ou a usuários que querem otimizar suas buscas. “Nós decidimos ensinar a pesquisar porque o Google tem uma gama de ferramentas, mas a maioria das pessoas só conhece parte delas”, diz Tasha Bergsin-Michelson, educadora do Google.
Uma das seções do site é a Lessons Plans, ou planos de aula, em português. Nela, é possível encontrar os tutorias em três níveis de dificuldade que ensinam educadores com mais ou menos intimidade com o Google a pesquisar. Os vídeos dão dicas de como escolher os termos de pesquisa mais adequados, entender o resultado da busca, restringir a pesquisa para chegar a melhores resultados e até avaliar a credibilidade da fonte de informação.
A estratégia do Google de falar aos professores tem como objetivo fazer o treinamento chegar aos alunos para torná-los capazes de aprender sozinhos e de ser bons questionadores. “Nós precisamos cultivar a autonomia da aprendizagem nos nossos estudantes, para que, quando eles saírem para o mundo, depois do ensino médio, na faculdade, na carreira ou na vida, eles saibam como pesquisar e pensar criticamente”, diz Anne Arriaga, bibliotecária e membro da equipe de educadores do Google.
No Search Education, os professores encontram também uma série de sugestões para desafiar os alunos. Dividido por disciplinas como história, geografia, biologia, o Google Day Challenge propõe atividades em que os estudantes serão testados tanto no conhecimento da matéria quanto nas ferramentas do buscador. Pelo site, o professor recebe dicas de como conduzir o exercício.
As atividades específicas foram desenvolvidas a partir do currículo norte-americano e, por enquanto, não há previsão de que a ferramenta seja traduzida ou adaptada para o ensino brasileiro. Para os vídeos gerais, que falam sobre as funcionalidades do Google, no entanto, as dicas podem ser muito úteis.
O único problema é que todos os tutoriais são em inglês. Quem não domina o idioma, porém, pode recorrer à ajuda do próprio Google para decifrá-los. Ao clicar no botão CC, na parte inferior da tela, é possível selecionar a opção de ter a transcrição do áudio. Com o áudio transcrito, é só jogar o texto para ser traduzido pelo Google Tradutor.

8 de maio de 2012

Carro sem motorista do Google recebe licença nos EUA



Um carro que não precisa de motorista para ser guiado recebeu autorização do Estado americano de Nevada para ser utilizado nas ruas e estradas locais. O primeiro modelo a receber a licença é o Toyota Prius, cujo sistema de navegação foi aperfeiçoado pela empresa de internet Google. A Google foi a primeira empresa a receber a licença para uso do carro.

A primeira viagem do automóvel deve acontecer em Las Vegas. A Google vem liderando no setor de tecnologia automotiva sem motoristas, mas outras companhias também estão buscando licenças para que seus veículos cheguem às estradas americanas. Para orientar a navegação do carro, o veículo traz câmeras no teto, radares e um laser que o ajuda a "ver" pedestres, ciclistas e os demais carros na estrada.

'Carros do futuro'

Os engenheiros da Google já testaram o carro nas ruas da Califórnia, inclusive na famosa ponte Golden Gate, em São Francisco. Nestes testes, o carro esteve sob supervisão de um motorista profissional, que estava pronto para assumir o comando do veículo caso ocorresse qualquer problema.

Segundo o engenheiro Sebastin Thrun, o carro percorreu 255 mil quilômetros nos testes. Apenas um incidente foi registrado: um carro dirigido por uma pessoa bateu de leve no veículo da Toyota e da Google em um sinal.

Para o diretor do Departamento de Veículos Motores do Estado de Nevada, Bruce Breslow, os veículos em teste atualmente são os "carros do futuro". Por ora, apenas a Google recebeu licença, mas no futuro o governo estadual pretende emitir licenças a motoristas do Estado.

Uma nova legislação que trata do assunto - que entrou em vigor em março deste ano - afirma que o carro sem motoristas precisa ser supervisionado obrigatoriamente por duas pessoas - uma delas seria um motorista para casos de emergência e o outro monitoraria o computador de bordo. A Califórnia pretende seguir o mesmo caminho.

"A grande maioria dos acidentes ocorre por erro humano", disse Alex Padilla, do Legislativo do Estado da Califórnia. "Com o uso de computadores, sensores e outros sistemas, um veículo autônomo é capaz de analisar o ambiente de direção mais rapidamente e operar o veículo com maior segurança", afirmou.

Intel apresenta conceito de tablet educacional





Depois da linha de notebooks Classmate, a Intel apresentou nesta quinta (27) seu conceito de tablet educacional para ser usado nas escolas brasileiras. O produto é apenas uma prévia do que poderá ser lançado no mercado – a Intel ainda negocia a fabricação com empresas de PCs no país –, mas é o primeiro ultraportátil criado exclusivamente para uso em educação.

No mundo, de acordo com a Intel, já são 5 milhões de estudantes que utilizam dispositivos educacionais. Apenas no Brasil, 150 mil alunos em 300 escolas dispõem de notebooks educacionais nas salas de aula.

“A criança cada vez mais tem contato com a tecnologia fora do ambiente escolar. No Brasil, 66% das crianças da classe C tem acesso a internet. Não faz sentido deixar as novas tecnologias do lado de fora da sala de aula”, explicou Fernando Martins, presidente da Intel. “O aluno do século 21 será mais bem-sucedido se tiver seu ensino integrado às tecnologias", completou.

Foto: Uol.com.br

17 de abril de 2012

Microsoft anuncia edições do Windows 8

A Microsoft anunciou as edições de seu novo sistema operacional: Windows 8, Windows 8 Pro, Windows RT e Windows 8 Enterprise. A data de lançamento ainda não foi divulgada.

Conforme o anúncio, realizado por meio de blog oficial (em inglês), o que diferencia o Windows 8 do Windows 8 Pro é a ausência de capacidades desejadas por técnicos, como ferramentas de virtualização e de encriptação de dados.

Essas duas versões são voltadas para dispositivos com processadores baseados na arquitetura x86. Isso inclui praticamente todos os notebooks e desktops, além de tablets como o HP Slate e um novo tablet da Samsung, testado pela Folha e ainda sem nome.


Representante da BMx Computers mostra tablet da companhia, o W7Pad, com Windows 8, durante a feira CeBIT, na Alemanha


Já a versão RT do novo Windows, que se chamava Windows On ARM (WOA), foi desenvolvida para a arquitetura ARM de processadores, a partir da qual é construída grande parte dos processadores que equipam os tablets e alguns ultraportáteis.

Há rumores de que a Nokia planeja lançar um tablet em parceria com a Microsoft. A HTC é outro forte nome entre os fabricantes que podem dispositivos sensíveis ao toque com Windows 8.

Ainda segundo o anúncio oficial, a versão Enterprise do Windows 8 também será disponibilizada, com todas as capacidades do Windows 8 Pro somadas ao suporte corporativo oferecido pela Microsoft.

Todos os novos "sabores" do novo Windows terão a nova interface, chamada Metro, e a área de trabalho convencional, mas com modificações --como a criticada ausência do menu Iniciar.

Blog EcoIron Economizando energia em telas de websites

A redução do branco em fundos de tela ajuda a reduzir o consumo de energia. Em seu blog (EcoIron), o americano Mark Ontkush fez as contas dessa economia e chegou à conclusão que essa mudança economizaria 750 MegaWatts/hora (mWh) ao ano. Pra você ter uma idéia, um aparelho de ar condicionado (o grande vilão do consumo de energia doméstico) gasta em média 1 mWh por ano.


Fonte: PodcastOne

Entenda o que é podcast

Os podcasts --também chamados de podcastings-- são arquivos de áudio transmitidos via internet. Neles, os internautas oferecem seleções de músicas ou falam sobre os mais variados assuntos --exatamente como acontece nos blogs. A palavra que determina esta nova tecnologia surgiu da fusão de iPod (toca-MP3 da Apple) e broadcast (transmissão via rádio).

Além de possibilitar a divulgação de diversos temas --que rádio teria programas para fãs de "Star Trek" ou admiradores de literatura russa?--, os podcasts libertam os ouvintes da grade de programação. Os arquivos, baixados em computadores ou tocadores portáteis, podem ser ouvidos a qualquer hora.

Como ouvir

Para receber podcasts em seu computador, o usuário deve instalar um agregador de informação em seu micro. Atualmente, um dos mais populares é o software gratuito iTunes, da Apple, que atualiza os programas selecionados pelo usuário. iPodder e Primetime Podcast Receiver também estão entre as opções.

É necessário cadastrar estes programas no agregador para que a atualização aconteça automaticamente. Assim, o usuário deve entrar na página de um podcast, clicar com o botão direito no link "RSS" ou "XML"

XML --, selecionar a opção "copiar atalho" e colar o endereço selecionado no agregador. Do computador, estes arquivos podem ser transferidos para tocadores portáteis.
Folha on line 20/02/2006 - 09h41   - Acessado em 17/04/2012 16h27

Hipermídia

Já imaginou um lugar onde você lida de maneira simultânea com textos, imagens, vídeos, sons… e quem sabe até cheiros e texturas… ainda tendo a oportunidade de “brincar” com eles, modificando-os, reorganizando-os, enfim, interagindo com eles? Bom… isso é hipermídia.
O conceito é bastante complexo porque tem muitas interpretações. Para não ficar no achismo e na imaginação, apresento a definição de um autor com vasta experiência no assunto.

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De acordo com Vicente Gosciola, hipermídia é “o conjunto de meios que permite acesso simultâneo a textos, imagens e sons de modo interativo e não linear, possibilitando fazer links entre elementos de mídia, controlar a própria navegação e, até, extrair textos, imagens e sons cuja seqüência constituirá uma versão pessoal desenvolvida pelo usuário”.
Ainda este autor afirma que a hipermídia é o meio e a linguagem das “novas mídias”, às quais pertencem a internet, os jogos de computador, o cinema interativo, o vídeo interativo, a TV interativa, as instalações informatizadas interativas e os sistemas de comunicação funcionais, entre outros e suas respectivas interfaces.
Também há autores que usam o conceito de hipermídia quase como um sinônimo de outros conceitos relacionados como hipertexto e multimídia, mas essas são questões que devemos abordar mais adiante. Até agora, vale ressaltar que a característica máxima que deve diferenciar a hipermídia desses outros conceitos é o alto nível de interatividade permitido ao usuário.

Para quem quiser saber mais, pode ler a entrevista  que o professor Gosciola fez ao Jornal Folha de São Paulo.

Hipertexto

Hipertexto


Desde o surgimento da idéia de hipertexto, este conceito está ligado a uma nova concepção de textualidade, em que a informação é disposta em um ambiente no qual pode ser acessada de forma não-linear. Isto implica em uma textualidade que funciona por associação, e não mais por seqüências fixas previamente estabelecidas.

Hipertexto, atualmente, é o texto disponibilizado pelas redes de computadores, composto por nós e conexões, que podem ser acessados aleatoriamente desde qualquer máquina (computador) e por qualquer usuário, em qualquer lugar do mundo e simultaneamente. Para melhor definir de que se compõe este texto eletrônico, encontramos em Lévy (1995) algumas características básicas ou "princípios abstratos", que são:

"Princípio de metamorfose: a rede hipertextual encontra-se em constante construção e renegociação. Sua extensão, composição e desenho estão sempre em mutação, conforme o trabalho dos atores envolvidos, sejam eles humanos, palavras, sons, imagens, etc.

Princípio de heterogeneidade: os nós de uma rede hipertextual são heterogêneos; podem ser compostos de imagens, sons, palavras, , etc. E o processo sociotécnico colocará em jogo pessoas, grupos, artefatos, com todos os tipos de associações que pudermos imaginar entre eles.

Princípio de multiplicidade e de encaixe das escalas: o hipertexto é fractal, ou seja, qualquer nó ou conexão, quando acessado, pode revelar-se como sendo composto por toda uma rede de nós e conexões, e assim, indefinidamente.

Princípio de exterioridade: a rede não possui unidade orgânica, nem motor interno. Seu crescimento e diminuição, composição e recomposição dependem de um exterior indeterminado, como adição de novos elementos, conexões com outras redes, etc.

Princípio de topologia: no hipertexto, tudo funciona por proximidade e vizinhança. O curso dos acontecimentos é uma questão de topologia, de caminhos. A rede não está no espaço, ela é o espaço.

Princípio de mobilidade dos centros: a rede possui não um, mas diversos centros, que são perpetuamente móveis, saltando de um nó a outro, trazendo ao redor de si uma ramificação infinita de pequenas raízes, rizomas, perfazendo mapas e desenhando adiante outras paisagens" (Lévy, 1995, p. 26).

10 de abril de 2012

WebQuest

Resumidamente, Webquest é uma valiosa ferramenta de ensino, onde obtemos informações, podendo assim interagir  e colaborar com novas criações a partir destas ideias, temos a leitura e a pesquisa  explorando toda a informação. Foi proposto por Bernie Dodge em 1995 e hoje já conta com mais de dez mil páginas na Web, com propostas de educadores de diversas partes do mundo (EUA, Canadá, Islândia, Austrália, Portugal, Brasil, Holanda, entre outros).

29 de março de 2012

A tecnologia e a infância (Parte I: Conquistando o mundo)

O nascimento é natural e comum à todos, o que nos diferencia é a nossa percepção do mundo que nos cerca. Como funciona essa percepção? Quais os limites da influência da tecnologia no comportamento e na personalidade de uma pessoa? Até que ponto a tecnologia pode ser útil ou prejudicial na educação infantil?

Toda criança busca uma identificação, um herói, uma imagem semelhança a ser seguida. Geralmente, observada dos adultos como os familiares, professores, seus ídolos e amigos. Da mesma forma, na escola, sua educação é baseada em costumes, valores e preconceitos definidos pela sociedade.
A menina, com bonecas e eletrodomésticos de brinquedo procura auxiliar a mãe nos afazeres domésticos. O menino, dono da casa, busca no pai aquele conselho com a “mulherada” e se empolga quando o pai traz aquelas máquinas estranhas do trabalho.
A modernidade vem modificando drasticamente a formação familiar. Mas a dinâmica se mantém. A mãe, solteira, mostra ao filho como ser prestativo e carinhoso com sua esposa. A filha vê na mãe trabalhadora seu futuro independente e vencedora.
Pode parecer óbvio, mas, o primeiro ponto para se oferecer uma educação correta, é entender que uma criança é um adulto em formação, visto de um nível social. Tudo que ele for capaz de absorver nessa fase servirá como aprendizado nas etapas seguintes.
Não existe fórmula mágica para uma boa educação, muito menos é fornecido um manual quando se põem um filho no mundo, mas existem alguns parâmetros desejáveis para o seu bom desenvolvimento.
A criança nasce sem qualquer orientação ou entendimento do que o mundo representa e quais os riscos ele irá enfrentar. É fundamental que durante seu período de amadurecimento, que engloba entre seu nascimento até cerca dos dezoito anos, todos os seus passos sejam monitorados e controlados.
Quanto mais novo, mais fácil e melhor será o entendimento da criança sobre as lições apresentadas. Mesmo que ainda não consiga se expressar verbalmente, é fundamental interpretar os sinais físicos que ele, com certeza, estará emitindo. Principalmente, em relação as curiosidades que nessa fase ficam evidentes.
O que isso tem haver com tecnologia? Muita coisa. Diferente do que muito se diz, não é conveniente distanciar as crianças da tecnologia. O importante é apresentar o mundo da forma que ele é, sem excessos ou privações. Qualquer bloqueio pode aguçar sua curiosidade e seu interesse pelo proibido e, consequentemente, criar problemas com a expectativa reprimida.
Não é bom censurar a criatividade e as idéias de uma criança, por mais louca que possa parecer. Levando em conta que nessa fase o aprendizado é mais fácil e que ter informações sobre tecnologia será fundamental na sua fase adulta, apresentar esses elementos de forma gradativa, planejada e natural e deixá-lo encontrar respostas e conquistar suas próprias vitórias podem trazer bons elementos na sua personalidade, percepção do mundo e comportamento.
Hoje em dia, quando pensamos em tecnologia, vem logo a cabeça computador, internet, celular, mas nem sempre foi assim. Décadas atrás, se discutia a influência do rádio e da TV, inclusive o videogame, na educação infantil. Mais atrás ainda, crianças se viam impedidas de brincar próximo a fábricas, pontes e maquinário de construção.
Visto por esse ângulo, percebemos que essa questão não é novidade. Muito pelo contrário, é um dilema que atravessou gerações, onde apenas os elementos foram trocados, seguindo uma evolução tecnológica natural. Entender assas essências básicas da criança pode ajudar no momento de definir ações que possam auxiliar na sua educação.
Para evidenciar ainda mais essa tese, talvez você já tenha se surpreendido com a “inteligência” de uma criança, que é capaz de manipular equipamentos com uma facilidade incrível. Muito além dos adultos. Fica evidente o seu alto nível de aprendizagem nessa fase. Assim, deixá-lo distante desse mundo, pode ser considerado um crime para o seu desenvolvimento. Além do mais, esses serão os desafios enfrentados quando atingir a fase adulta.
O importante é fornecer o máximo de “conhecimento” e “informações” sobre o mundo. Ao menos, apontar onde e como ele será capaz de obter essas informações. Mas, sempre, procurando desenvolver sua capacidade de processá-las, tirando o melhor proveito possível. A escola é a melhor aliada nessa tarefa e precisa estar alinhada com os pais.
Quando conquistar suas próprias asas, terá incorporado conhecimento suficiente que o capacitarão a voar cada vez mais alto, evitando, acima de tudo, surpresas em épocas em que o mundo competitivo não aceita quedas com tanta facilidade.
Para que a criança goze de uma formação rica e sem vícios, basta apresentar o mundo de forma objetiva e clara, disponibilizando uma boa quantidade de informações possíveis sobre os mais variados assuntos. Não esquecer de enfatizar o que realmente pode ser útil em sua vida, o alertando dos riscos que certas escolhas envolvem. Mas, tenha sempre em mente, que será dele as responsabilidades por cada passo e nada poderá fazer, contra ou a favor.
Tenha em sua confiança o melhor aliado para oferecer uma educação adequada. Nunca se esqueça, que, por mais que não sinta, ele será sua imagem semelhança e buscará nos seus conselhos o melhor caminho a percorrer. Não desperdice essa chance com excessos de proteção e cautela.
Não deixe transparecer fraqueza, mantenha a firmeza e o equilíbrio. O mínimo que se espera de um líder. Conquiste o amor e o carinho pelo respeito e nunca pelo poder.
No mais, curta seu lado criança novamente e aproveite para aprender tudo que ele é capaz de te ensinar. Essa troca será valiosa tanto a eles quanto aos já formados, ditos adultos.

                                                                                                                    Publicado por Flávia Borges